O naturismo chega ao Brasil no início do século XX, influenciado por movimentos europeus (principalmente da Alemanha e França), ligados à ideia de vida natural, higiene, sol, ar livre e equilíbrio corpo–mente. No começo, era algo restrito a pequenos grupos privados, quase sempre vistos com desconfiança.
Durante décadas, o tema ficou à margem, sobretudo por causa do conservadorismo religioso e moral.
A grande virada acontece nos anos 1970 e 1980, em plena efervescência cultural e política do país.
Marcos importantes:
O naturismo brasileiro se consolida institucionalmente com a criação da:
Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) – fundada em 1988. Responsável por organizar clubes, eventos, normas éticas e representar o Brasil internacionalmente.
O Brasil passa a integrar a International Naturist Federation, colocando o país no mapa global do naturismo.
No Brasil, o discurso sempre foi claro:
Naturismo não é sexualidade. É uma prática baseada em:
Essa distinção foi — e ainda é — central para combater preconceitos e confusões com voyeurismo ou exibicionismo.
Atualmente, o movimento é:
Há praias, clubes, pousadas, eventos e uma produção crescente de conteúdo que aproxima naturismo, arte e comportamento — algo bem alinhado com discussões contemporâneas.